O Barça sofreu um trágico “triplo erro” que deixou o clube numa posição difícil dentro e fora de campo. No primeiro jogo da temporada, o técnico Xavi Flick mostrou clara prioridade para a Liga, deixando de lado a Liga dos Campeões. Para a partida contra o PSG reservou Rodri, incluiu Pedri e colocou Balde, Bernal e Gavi, jogadores que o time quase não tem. O resultado foi uma derrota em Paris e, pouco depois, uma derrota para o Real Madrid, o que mostrou que o compromisso com o campeonato não deu frutos e que cada partida se torna uma cadeia de consequências.
O segundo “erro” está relacionado com a presença no Camp Nou. O clube conseguiu um volume de negócios recorde de 19 milhões de euros, mas à custa de preços excessivos para sócios sem bilhetes de época e de um incumprimento eleitoral que impediu a aplicação do desconto previsto de 50%. O resultado foi um estádio cheio de turistas ricos e distantes, com um clima frio e silencioso que não favoreceu o time no Clássico. A falta de apoio das arquibancadas, principalmente do Grada d'Animació, deixou os jogadores sem a motivação que costumam receber da torcida.
O terceiro erro ocorreu na esfera política interna. A dois dias da partida decisiva, o vice-presidente, Enric Masip, fez declarações contundentes que, afirma-se, serviram de combustível para o balneário branco. Essas palavras, embora “por mais verdadeiras que sejam”, geraram um clima de tensão que poderia ter afetado o desempenho da equipe. A combinação destes três factores – prioridade táctica errada, fraca assistência e comentários internos controversos – colocou o Barça numa situação de crise que precisa de ser resolvida com urgência.
Quanto aos próximos passos, o clube terá que repensar sua estratégia de transferências e política de preços de ingressos para reconquistar a confiança dos torcedores. Além disso, a gestão terá de gerir as tensões internas e garantir que as declarações dos gestores não influenciam negativamente o desempenho da equipa. O futuro imediato do Barça dependerá de como lidar com esses três “erros” e da capacidade da comissão técnica em ajustar táticas e motivar os jogadores nas próximas partidas.