O Real Madrid e os seus adeptos têm tentado justificar o número de cartões que a equipa recebeu no jogo contra o Villarreal, alegando que a atuação do árbitro Díaz de Mera foi injusta. Segundo a narrativa oficial do clube, o Madrid teria cometido oito faltas e recebido cinco cartões amarelos e um vermelho, enquanto o Villarreal teria cometido 13 faltas e visto apenas dois cartões amarelos. Porém, a análise do jogo revela que o número de cartões não corresponde às faltas cometidas.
O único caso de cartão vermelho que não gera polêmica é a expulsão de Vinicius, que puxou o cabelo de Saliba. O regulamento considera que este ato merece cartão vermelho, pelo que o clube não questiona essa decisão. O debate centra-se nos cinco cartões amarelos que a equipa branca recebeu. Segundo o relatório do árbitro, apenas dois desses cartões amarelos foram devidos a faltas: os de Bellingham e Konaté. No caso de Konaté, o Real Madrid pretende recorrer, pois as imagens mostram que sua ação contra Gerard Moreno não parecia digna de cartão amarelo.
Os demais amarelos são atribuídos a protestos e perda de tempo. Rüdiger recebeu cartão por protestar, enquanto Mbappé e Tchouaméni foram advertidos por perda de tempo. Além disso, o técnico Mourinho e o delegado da equipe Chendo também receberam cartões amarelos por protestarem. O protesto culminou na expulsão de Nuno da Costa, adjunto de Mourinho, que também foi expulso pelo mesmo motivo.
No total, o Real Madrid teve sete cartões amarelos entre jogadores e comissão técnica, dos quais cinco por protestos e não por faltas. O único cartão vermelho que não está em causa é o de Vinicius, enquanto o cartão vermelho de Nuno da Costa também se deveu a um protesto. Com essas informações, o clube e seus torcedores devem reconsiderar a narrativa de que a arbitragem foi injusta, já que a maioria dos cartões teve origem em condutas que não tiveram relação direta com as faltas cometidas.