MiroslavKlose, o ex-atacante alemão que venceu a Copa do Mundo em 2014, mostra na Bundesliga um estilo de treinador diferente do de muitos de seus colegas. Numa coluna para o DieZeit, o antigo companheiro de equipa PhilippLahm destacou a abordagem de Klose como um contraste com o “renascimento da marcação humana” e a falta de continuidade que se tornou comum no futebol alemão. Klose, agora em sua terceira temporada no 1.FCNürnberg, conduziu o clube a uma promoção na 2.Bundesliga, mantendo um núcleo estável de jogadores.
Lahm traçou a fórmula de sucesso de recentes campeões europeus como RealMadrid, ParisSaint‑Germain, Arsenal e Barcelona. Esses clubes contam com um pequeno grupo de seis a oito titulares regulares que formam a identidade do time, complementados por um punhado de jogadores do elenco que proporcionam profundidade. A coluna observa que o mesmo padrão pode ser observado em seleções como Marrocos e em clubes de França, Inglaterra e Espanha. A cena alemã, no entanto, divergiu deste modelo. Muitas equipas da Bundesliga favorecem agora a marcação individual, oferecem menos oportunidades aos formandos da academia, apesar dos dispendiosos sistemas juvenis, e empregam treinadores sem experiência de jogo profissional que mudam frequentemente de tácticas e escalações.
A gestão de Klose em Nuremberga é apresentada como uma exceção a estas tendências. Ele manteve o mesmo onze inicial na maioria das partidas, evitando experimentos táticos desnecessários. O extremo MohamedZoma e o médio-ofensivo JulianJustvan recebem cerca de 90% dos minutos da equipa, enquanto o médio central FinnOleBecker regista cerca de 80% antes de uma lesão recente. O meio-campista defensivo AdamMarkhiev está quase sempre presente quando está em forma, e a defesa do clube se acomodou rapidamente após as contratações de verão. Klose também recompensa o talento da academia, mantendo jogadores como TimJanisch e EricPorstner no elenco, apesar dos erros iniciais, e dando ao jovem atacante PietScobel uma vaga regular desde o início do ano. A sua decisão de nomear o guarda-redes local JanReichert como capitão demonstra ainda mais o seu compromisso com a identidade do clube.
O Nuremberga, um clube que passou a maior parte da sua história recente no segundo escalão, beneficia agora de uma forte base de adeptos e de uma grande área de influência em torno da cidade de 550 mil habitantes. O estádio com capacidade para 50 mil lugares deverá passar por reformas e as raízes comunitárias do clube são profundas. Lahm conclui que o sistema simples e consistente de Klose está ajudando o clube a aproveitar seu potencial e a se aproximar do retorno à primeira divisão. O próximo passo do Nuremberga será manter esta estabilidade e continuar a desenvolver os seus jovens jogadores, um desafio que Klose parece preparado para enfrentar.
