A Juve recebeu um duro golpe disciplinar: o técnico Luciano Spalletti foi desclassificado por uma partida e não poderá presidir a partida contra a Lazio de Gennaro Gattuso, que se classificou em primeiro lugar no campeonato junto com o Inter. A desclassificação foi decidida pelo juiz desportivo após o jogo contra o Cagliari, onde o treinador demonstrou forte nervosismo devido ao comportamento de Pisacane, que também foi desclassificado.
Durante a entrevista em Cagliari, Spalletti declarou que não quer “jogar” o resultado de um único jogo, sublinhando que aos quase 70 anos pretende proteger o fim da carreira. Ele reiterou que sua prioridade é administrar melhor o potencial da equipe, ao invés de focar no placar final. Suas palavras foram interpretadas como uma mensagem clara aos jogadores de que devem assumir suas responsabilidades em campo.
No momento, a Juventus está na sexta colocação com 11 pontos (3 vitórias, 2 empates e 1 derrota), 5 pontos atrás do duopólio líder. Na Liga Europa, a equipe sofreu uma derrota por 5‑0 contra o NEC Nijmegen, que ocupa atualmente a décima primeira posição na Eredivisie. A próxima partida é contra o Celta de Vigo, nono colocado da La Liga, 16 pontos atrás do Barcelona.
O resultado de 1 a 1 na Sardenha aumentou as críticas à gestão técnica da Juve, alimentando o mito de um “bordão de Conte” que reaparece sempre que a equipe comete um erro. Porém, a análise sugere que a responsabilidade não recai sobre Spalletti: a equipe sofre com a falta de atacantes capazes de marcar de forma consistente, de um craque de qualidade e de jogadores capazes de finalizar a ação ofensiva.
Com a desclassificação de Spalletti, a Juventus terá que enfrentar a partida contra a Lazio sem a sua presença no banco, enquanto o treinador terá que se concentrar na recuperação do papel e na gestão dos jogadores. O futuro próximo da equipa dependerá da capacidade de superar as dificuldades atuais e encontrar soluções concretas para melhorar o desempenho no campeonato e na Europa.
