O técnico português José Mourinho, após a vitória por 1 a 0 sobre o Real Madrid pela Liga dos Campeões, voltou a comentar a polêmica sanção imposta a Mario Calderón e a situação do jogador brasileiro Vinicius. Em entrevista ao jornal *Madrid*, Mourinho destacou que a recuperação do time foi fruto da euforia dos gols e de uma “rebelião organizada” que, segundo ele, se baseou na tática da partida.
Mourinho explicou que a derrota inicial se deveu à falta de disciplina do treinador, enquanto a segunda parte foi fruto da resposta dos jogadores. “Nunca quero fazer algo errado e penso sempre na meritocracia, mas o futebol é um jogo de 90 minutos e é estratégico”, disse. Salientou que a equipa adversária, “uma equipa terrível para defrontar”, esgotou as energias do Real Madrid e que as alterações introduzidas foram necessárias, embora tenha reconhecido que “na primeira parte esmagaram-nos”.
Sobre a sanção de Vinicius, Mourinho criticou a forma como a informação foi divulgada. “É normal que um jogador de uma seleção espanhola descubra que está faltando quatro jogos antes de chegar ao jogo?” ele perguntou. Ele comparou a situação a uma frase em português que descreve um “gato escondido com o rabo para fora”, sugerindo que a informação não estava mais escondida e que as coisas estavam sendo feitas sem vergonha. O técnico destacou ainda que o erro de Vinicius, que perdeu uma bola na ponta esquerda, foi um erro do próprio time e não uma decisão de Gasperini.
Mourinho não deixou de expressar a sua frustração com a organização do campeonato. Criticou o calendário dos jogos, mencionando o facto de o Real Madrid ter de jogar em Atenas na quarta-feira e depois em Valência no sábado, o que considerou “inacreditável”. Afirmou que não aceitaria as desculpas da Liga e que, com 25 anos de experiência, continuaria a tentar “abrir os olhos dos adeptos do Real Madrid” e melhorar a situação do clube.
O treinador concluiu que a sanção de Vinicius e a gestão do campeonato são questões que devem ser revistas, enquanto o Real Madrid continua a procurar consolidar-se na Liga dos Campeões com uma abordagem tática e disciplinada que, segundo Mourinho, é essencial para superar as equipas de Gasperini.
