A decisão do China Media Group (CMG) de não transmitir a 11ª jornada da La Liga entre Racing Santander e Real Madrid marcou uma nova viragem no conflito em torno das declarações de Kylian Mbappé sobre Mao Zedong. Apesar do pedido público de desculpas do jogador e da declaração de solidariedade do clube, a plataforma chinesa Migu retirou o jogo da sua programação, privando centenas de milhões de telespectadores da oportunidade de acompanhar o Real Madrid. A mesma plataforma continua a transmitir os restantes jogos da eliminatória, incluindo o do Barcelona, mas a única presença do clube branco é um vídeo em que o Real Madrid apresenta as suas desculpas oficiais.
O boicote se intensificou nos últimos dias. O nome de Mbappé foi retirado dos canais de patrocínio na China, as camisas do jogador tornaram-se difíceis de encontrar nas lojas e a La Liga enfrenta as consequências económicas de um caso que corre o risco de ter repercussões no mercado global. A decisão do CMG de não transmitir o jogo foi tomada em linha com a linha dura adoptada pela La Liga e pelo Real Madrid, que reiteraram que não toleram comentários que possam ofender a cultura chinesa.
As desculpas de Mbappé, publicadas no seu perfil do Instagram, e as do Real Madrid, enviadas ao CMG, não conseguiram aproximar as partes. A China manteve a sua posição, deixando o clube branco fora das transmissões televisivas do país. Segundo as fontes, a decisão foi tomada para garantir o respeito pelas sensibilidades culturais chinesas e para evitar novas disputas que possam prejudicar as relações comerciais entre as duas nações.
O futuro da transmissão dos jogos do Real Madrid na China permanece incerto. Enquanto a La Liga continua a garantir a visibilidade das outras equipas, o clube branco corre o risco de permanecer obscurecido mesmo nas próximas semanas. A situação realça a complexidade das relações comerciais entre o futebol europeu e o mercado chinês, onde a sensibilidade cultural pode influenciar diretamente a difusão dos eventos desportivos. A próxima semana será crucial para perceber se a CMG manterá a sua posição ou se será alcançado um novo acordo que permita ao Real Madrid regressar ao calendário.