Gary Neville, antigo capitão dos “Red Devils”, lançou uma crítica aberta no seu podcast Sky Sports sobre a falta de profissionalismo de vários jogadores do Manchester United. O comentário ocorre no meio de uma temporada desastrosa para o clube, que está a apenas um ponto do rebaixamento, após oito jogos sem vencer e com o técnico Michael Carrick sob pressão crescente.
O episódio de Neville centrou-se na recente despromoção da equipa frente ao Bournemouth, em Old Trafford, onde o United perdeu por 0‑3. Segundo o ex-jogador, a reação dos torcedores, que vaiaram os jogadores na saída de campo, reflete a frustração coletiva. Neville afirmou que “alguns deles não são muito profissionais”, citando hábitos como não dormir na hora certa, não seguir a alimentação correta e não pensar no clube todos os dias. “Eles não vivem e respiram o Manchester United como deveriam”, acrescentou, chamando alguns jogadores de “pouco profissionais”.
O ex-capitão também dirigiu as suas críticas à gestão do clube, alegando que as decisões tomadas prejudicam a imagem empresarial da equipa. “Eles estão tomando decisões erradas”, disse ele, sugerindo que a falta de disciplina no vestiário pode ser devida à arrogância de alguns jogadores. Quanto a Michael Carrick, Neville defendeu o treinador, relembrando a trajetória no clube e na seleção inglesa. “É um homem íntegro, credível e profissional”, afirmou, salientando que a culpa não recai apenas sobre ele.
Porém, Neville não deixou de alertar que a situação é insustentável. Comentou que Carrick “vai sofrer as consequências” por não ter conseguido resultados, e lembrou as críticas públicas de Bruno Fernandes ao treinador após a derrota por 4-1 frente ao Como, pela Liga dos Campeões. “Se o Bruno se voltou contra ele publicamente, imaginem como são nos bastidores”, concluiu.
Com o clube prestes a cair para a segunda divisão, a pressão sobre a diretoria e a comissão técnica continuará a crescer. O Manchester United deve decidir rapidamente se mantém Carrick e os jogadores questionados ou se busca mudanças para evitar um rebaixamento que marcaria a história da instituição.