A Roma acabou em casa para o Real Madrid com uma derrota sensacional por 3-4, depois de ter liderado por 3-1. O encontro, ocorrido na noite anterior, deu origem a um acirrado confronto entre os dois treinadores, José Mourinho e Gian Piero Gasperini, que ofereceram interpretações diametralmente opostas sobre o motivo da recuperação espanhola.
Mourinho iniciou a discussão indicando o declínio físico e tático dos Giallorossi. Segundo os portugueses, após o golo dos quatro minutos o jogo estava “morto” para a Roma, mas os jogadores da equipa cigana já estavam “mortos” do ponto de vista de desempenho. Destacou a dificuldade de jogar contra a intensidade e estilo de jogo do Real Madrid e disse que o clube espanhol explorou esta situação. Mourinho também elogiou a capacidade do Real Madrid em manter a pressão, acrescentando que se tivesse marcado o quarto ou quinto golo a situação não teria mudado. Ele também citou a dificuldade de Hermoso aos setenta minutos e mencionou a chegada de um jovem jogador, Koulierakis, que na sua opinião não poderia ter feito muita coisa.
Gasperini, ao contrário, rebateu afirmando que a seleção espanhola era quem não aguentava mais a pressão. Ele disse que poderia ter marcado mais gols, mas ficou desapontado por não ter feito isso. Reconheceu que os Giallorossi foram "superados em todos os sentidos", mas sublinhou que os golos do Real Madrid foram merecidos. O treinador italiano elogiou a fisicalidade dos escanteios do Real e disse que os Giallorossi não estavam à altura do desafio.
A comparação destacou as diferenças de visão entre os dois treinadores: enquanto Mourinho vê a queda da Roma como um problema físico e tático, Gasperini atribui a derrota à superioridade do Real Madrid. A partida deixou aberta a discussão sobre como a Roma pode melhorar para os próximos jogos europeus, enquanto o Real Madrid se prepara para continuar a sua campanha na Liga dos Campeões com confiança nas suas capacidades ofensivas.
