O FC Barcelona perdeu a última Liga Clásico no Camp Nou frente ao Real Madrid, por 1-2, num jogo em que os dados tradicionais não reflectiam a realidade do jogo. Embora o Barça fosse favorito desde o início, o resultado final mostrou que o Real Madrid conseguiu prevalecer nos momentos decisivos.
A partida foi caracterizada por um grande número de reviravoltas, principalmente no primeiro tempo. Segundo as estatísticas de Fermín Suárez, Rodri Hernández e Pedri González perderam 13 vezes cada, um número que surpreendeu tanto os adeptos como os analistas. A primeira fase da partida foi particularmente negativa, com 11 derrotas de Rodri e 7 de Pedri, o que mostrou o descontrole do meio-campo que o Barça procurava dominar. Na segunda parte, Pedri melhorou significativamente, contribuindo com uma assistência fundamental que permitiu à equipa chegar a 1‑1 antes de Raphinha Dias selar o golo para o Madrid.
Em posse de bola e passes, o Barça teve 62,2% contra 37,8% do Real, com 640 passes completos contra 380. O número de chutes também favoreceu o time catalão (18 a 10), embora a qualidade dos chutes, medida em “gols esperados” (xG), tenha sido maior para o Madrid (1,95 contra 1,19). Estes números sugerem que, embora o Barça tenha gerado mais oportunidades, o Real conseguiu convertê-las de forma mais eficaz.
Na recuperação de bola, o médio do Real Aurélien Tchouaméni liderou com 11 intercepções, superando os seus companheiros Arda Güler e Pedri, que tiveram sete cada. Rodri e Pedri também se destacaram na distância de cobertura, com 105 e 96 metros respetivamente, demonstrando a sua participação ativa no jogo ofensivo e defensivo.
Apesar dos números a favor do Barça, a percepção da partida foi que o plano de José Mourinho se adaptou melhor às circunstâncias do que o de Hansi Flick. A combinação de derrotas, a falta de domínio no meio-campo e a eficácia do Real na fase final da partida explicam a derrota. O resultado deixa o Barcelona com uma posição menos favorável na tabela, enquanto o Real Madrid se consolida como líder da competição. O próximo desafio do Barça será corrigir as áreas de controle e converter as oportunidades em gols para recuperar a posição no campeonato.