O Manchester United está mais uma vez em crise, com o desempenho do clube caindo à beira da zona de rebaixamento da Premier League e uma sucessão de mudanças gerenciais ameaçando desestabilizar ainda mais o time. A crise, no entanto, é agravada pela ausência da família Glazer, os proprietários maioritários que controlam o clube desde a sua aquisição em 2005. Embora os Glazers detenham quase 72% do clube e tenham o direito de forçar uma venda ao abrigo de uma cláusula de arrastamento, eles permaneceram silenciosos e distantes enquanto a equipa lutava em campo.

O atual proprietário minoritário, Sir JimRatcliffe, que assumiu as operações de futebol em fevereiro de 2024 em troca de um acordo de £ 1,5 bilhão, foi responsabilizado pelo declínio do clube. Sob sua liderança, o United cortou orçamentos de transferências e salários, demitiu executivos seniores e supervisionou quase 500 cortes de empregos em Old Trafford. O clube está agora apenas dois pontos acima do final da tabela, um forte contraste com as ambições prometidas pela chegada de Ratcliffe. Uma fonte que assistiu à derrota por 3 a 0 para o Bournemouth no camarote dos diretores disse à ESPN que Ratcliffe “não poderia ter planejado uma situação pior”, observando que suas ações “rebaixaram” todos os departamentos.

A falta de envolvimento dos Glazers não passou despercebida pelos fãs. Joel Glazer, 59 anos, que já esteve profundamente envolvido nas operações do dia-a-dia – vetando licenças durante a pandemia de COVID-19 e até aprovando despesas triviais, como encomendas de pintura – não compareceu a um jogo desde a eliminatória da Liga dos Campeões de 2019 contra o Barcelona. O seu copresidente, Avram Glazer, terá manifestado descontentamento com o estilo de gestão de Ratcliffe, descrevendo-o como “abalado com o sentido de decência e valores antiquados de Joel”. Apesar disso, os Glazers optaram por ficar longe dos olhos do público, observando a deterioração da sorte do clube, ao mesmo tempo que mantêm o poder de venda.

Financeiramente, a avaliação do United despencou. As ações do clube fecharam a US$ 20,61 na Bolsa de Valores de Nova York na última sexta-feira, muito abaixo dos US$ 33 por ação que Ratcliffe pagou em fevereiro de 2027. Os potenciais compradores estão cautelosos, dada a incerteza em torno do recurso do Manchester City contra um veredicto de culpado em 114 das 115 acusações da Premier League. A proibição da cidade poderia aumentar o valor do United, mas também introduz um risco significativo para os investidores. Os Glazers estão supostamente esperando por um mercado mais favorável antes de lucrar, com a construção de um novo estádio em Old Trafford ou a expulsão do City da liga citada como possíveis catalisadores.

Enquanto o United olha para o futuro, o clube enfrenta uma escolha: continuar sob a liderança incerta de Ratcliffe ou ver os Glazers intervirem para restaurar a estabilidade. Com um quarto técnico provavelmente dentro de dois anos e o time próximo do rebaixamento, as próximas semanas serão cruciais. O silêncio dos Glazers pode ser uma pausa estratégica, mas a pressão dos torcedores, dos investidores e da própria saúde financeira do clube pode forçar uma decisão mais cedo do que o esperado.

ESPNEste artigo foi reescrito e localizado pelo ScoreLens a partir do relatório original.
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