José Mourinho elogiou publicamente o extremo do Real Madrid, Vinícius Júnior, dizendo que se estivesse no lugar do brasileiro teria deixado o clube no verão passado. O ex-técnico destacou a determinação do jogador em melhorar a sua situação no clube, apesar dos recentes reveses.
Os comentários foram feitos depois que Vinícius foi suspenso por quatro partidas da LaLiga, após um cartão vermelho contra o Villarreal. Ele também admitiu estar insatisfeito depois de ter sido substituído no início da vitória do Madrid por 4 a 3 sobre a Roma, jogo em que foi expulso após perder a posse de bola. O brasileiro, que foi fundamental nas vitórias do Real Madrid na Liga dos Campeões em 2022 e 2024 e foi eleito candidato à Bola de Ouro, tem lutado contra uma queda na forma que atraiu críticas dos torcedores do Bernabéu. Mesmo assim, ele assinou um novo contrato em agosto que estende sua permanência até 2032.
Numa conferência de imprensa antes do confronto do Real Madrid com o Sevilha, Mourinho disse: "Se eu fosse Vinícius, provavelmente não estaria aqui. No verão passado, teria forçado a minha saída para uma liga, um país, clubes e estádios onde o respeitariam. Mas porque é torcedor do Madrid, ama o clube e a cidade, acredita que as coisas sempre podem melhorar, ele renovou e manterá esse sorriso". Acrescentou que a força psicológica do jogador e o amor pelo clube são únicos e que duvida da sua própria capacidade de manter tal resiliência como um jogador com muitas opções.
Mourinho também reflectiu sobre o jogo contra a Roma, onde substituiu Vinícius aos 59 minutos, quando o Real Madrid perdia por 3‑1. O jovem extremo cedeu a bola para o segundo golo da Roma, o que motivou a mudança. Endrick, que o substituiu, provocou uma recuperação dramática, marcando uma vez e ajudando outra, e mais tarde foi eleito o melhor em campo. Mourinho admitiu que a principal falha foi do treinador da Roma, Gasperini, que concentrou os ataques no flanco direito do Real Madrid, explorando a área em torno de Vinícius e Cucurella.
Quando questionado sobre o recente pedido do Real Madrid para que o presidente da LaLiga, Javier Tebas, renunciasse após uma comparação do canal de TV do clube com a propaganda nazista, Mourinho se recusou a comentar, afirmando que havia limites para o que poderia ser discutido publicamente. Ele também rejeitou sugestões de que alteraria a escalação do meio-campo do Real Madrid, insistindo que as decisões seriam tomadas pelo técnico com base no que for melhor para o time.
A matéria termina com Mourinho expressando confiança no retorno de Vinícius à sua melhor forma, lembrando que o futuro do brasileiro no Real Madrid é “trabalhar mais do que aqueles jogadores que têm que jogar todos os jogos”. Os próximos jogos do clube e a reabilitação do jogador após suspensão determinarão a rapidez com que ele poderá se restabelecer no elenco.
