O Milan gastou um valor recorde de 74 milhões de euros na compra de Gonçalo Ramos, mas o desempenho do novo centroavante ainda não corresponde às expectativas. Na partida contra o Cagliari, Ramos teve quatro chances de marcar, incluindo uma cabeçada aos 43 minutos que, se não tivesse sido bloqueada por Muric, teria sido uma certeza virtual. Apesar da energia demonstrada, o português ainda não marcou desde que saiu do Paris Saint‑Germain, com apenas sete jogos e 650 minutos de jogo disponíveis.
O treinador Siniša Gogić sublinhou que o problema não é apenas de um único jogador, mas diz respeito à capacidade do Milan de criar oportunidades decisivas no último terço do campo. “Precisamos trabalhar melhor nas combinações”, afirmou, acrescentando que a fase atual é um dos últimos passos para aumentar a ameaça à baliza. Porém, a pressão sobre Ramos é enorme: com um gasto tão elevado, o clube não pode se dar ao luxo de não utilizá-lo como principal atacante. A sua ausência de marcar é vista mais como uma desvantagem do que como uma vantagem, especialmente considerando que o Milan já investiu em outros jogadores como Dembelé e sacrificou figuras como Santi Giménez e Christopher Nkunku.
Enquanto isso, a equipe teve que lidar com a falta de alternativas imediatas. Para fazê-lo “desbloquear” em todas as partidas, Gogić teve que relegar Francesco Camarda para o banco, e procurou soluções táticas que envolveram a utilização de Ramos. O treinador reconheceu que o sucesso do Milan dependerá também da capacidade de trazer à tona um atacante que possa se tornar uma referência após um gasto tão significativo. Se Ramos não conseguir converter as chances, o clube corre o risco de uma grande desvalorização, pois não pode se dar ao luxo de substituí-lo por outro jogador de primeira linha.
O futuro de Ramos no Milan permanece incerto. Embora o clube tenha investido uma quantia recorde, a realidade é que o médio terá de demonstrar imediatamente a sua eficácia para justificar o investimento. Caso não consiga marcar com regularidade, o Milan terá que reconsiderar a sua estratégia ofensiva e procurar outras soluções para preencher a lacuna no ataque. Por enquanto, a pressão continua e a próxima temporada será crucial para determinar se os gastos recordes se traduzem em resultados positivos em campo.