A cobrança de pênalti do meio-campista do Chelsea, Valentin Barco, mais uma vez se mostrou controversa depois de sua falha na eliminatória da última rodada da Copa Carabao, contra o Liverpool. O meio-campista espanhol acertou a trave no quarto pênalti de uma disputa de pênaltis tensa, levando os Blues a um cenário de morte súbita que terminou com a cabeçada decisiva do zagueiro Wesley Fofana para os Reds. Se Barco tivesse convertido, o Chelsea teria avançado para os quartos-de-final, mas o erro selou a sua saída da competição.

A técnica da “gagueira”, em que um jogador para ou finta deliberadamente durante a preparação para tentar enganar o goleiro, tem sido um ponto de debate entre especialistas e jogadores. Bruno Guimarães, do Arsenal, sofreu destino semelhante no início do mês, quando seu pênalti foi defendido no empate em 2 a 2 que viu os Gunners serem eliminados pelo Fleetwood Town, da Liga Dois. Ambos os jogadores foram treinados pelo zagueiro do Liverpool, Joe Gomez, que nunca marcou um gol pela seleção principal em 319 partidas, mas conseguiu converter o pênalti da vitória na disputa de pênaltis com uma corrida simples e direta.

O ex-zagueiro do Chelsea, Cesar Azpilicueta, comentou a escolha de Barco, dizendo que cada jogador deve usar o estilo que o faz se sentir confiante. “Valentin sempre usou essa abordagem e é a sua maneira de atirar”, disse Azpilicueta à ITV, acrescentando que esperava que não fosse a primeira vez que Barco errava em uma corrida hesitante. A técnica também foi destacada na Copa do Mundo de 2026, onde foram marcados 26 pênaltis e 11 perdidos, com vários jogadores de alto nível – incluindo Harry Kane e o brasileiro Bruno Guimarães – enfrentando críticas por suas tentativas de gagueira.

Enquanto alguns analistas rejeitam o método como uma forma de autoindulgência, outros vêem mérito no tempo extra que dá a um jogador para avaliar a posição do guarda-redes. Glen Johnson, ex-lateral do Liverpool e do Chelsea, elogiou a técnica, observando que o erro de Barco foi resultado de um ligeiro posicionamento errado, e não de uma falha na leitura do goleiro. “Se ele tivesse colocado a bola apenas alguns centímetros para a direita, teria sido um pênalti brilhante”, disse Johnson, destacando que a gagueira ainda pode ser eficaz quando executada corretamente.

Apesar do debate, o resultado do jogo permanece claro: o Liverpool avançou para os quartos-de-final da Carabao Cup após um desempate dramático, enquanto a campanha do Chelsea terminou em desilusão. Os Blues agora se concentrarão nos próximos jogos, enquanto o Liverpool se preparará para a próxima rodada da competição. A controvérsia em torno da sequência de pênaltis hesitantes provavelmente continuará à medida que as equipes avaliam os riscos e as recompensas desta abordagem não convencional em futuros jogos de alto risco.

BBC SportEste artigo foi reescrito e localizado pelo ScoreLens a partir do relatório original.
Ler original ↗ ← Voltar às notícias