A rádio TMW do Tuttomercatoweb promoveu uma longa discussão sobre o estado atual da Juventus e do Milan, duas equipes que, depois de dois empates e inúmeras decepções, parecem ter perdido o ritmo. Os comentadores analisaram as causas deste “flop” e manifestaram dúvidas sobre o futuro de ambos os clubes, centrando-se sobretudo em problemas de plantel, gestão e estratégia táctica.
A primeira intervenção foi a de Stefano Impallomeni, que sublinhou a dificuldade da Juventus em reforçar a equipa nos últimos três anos. Segundo ele, a equipe “também tem caráter limitado” e carece de pontos fortes claros. Criticou a escolha de Nico González como segundo avançado, destacando a falta de qualidade e visão clara de Spalletti. Quanto ao Milan, Impallomeni destacou a frustração de Amorim por não encontrar um sistema de jogo adequado e sugeriu que o português fosse inserido na direita no lugar de Chukwueze.
Massimo Bonanni expressou então a opinião de que a Juventus mostrou um bom ritmo nos últimos 25 minutos de jogo, mas que o nervosismo e as decisões de Spalletti, especialmente na discussão com o Pisacane, criam uma pressão excessiva. Ele destacou ainda que a Juventus, em comparação ao Milan, parece ter uma organização mais sólida, mas não tem conseguido transformar chances em gols. Daniele Garbo repetiu o mesmo sentimento, lembrando que tanto a Juventus como o Milan têm problemas para servir os avançados e encontrar qualidade nos passes finais.
Massimo Orlando acrescentou que a Juventus tem bons jogadores, mas carece de fenómenos decisivos. Ele citou Zhegrova e Alajbegovic como perigosos, mas destacou que Nico González não é adequado para a função. Ele também criticou a falta de equilíbrio da equipe e sugeriu que a Juventus deveria tentar vencer as partidas com força, mas não consegue. Para o Milan, Orlando manifestou dúvidas sobre o projeto, sobre o fato de o clube não conseguir montar um time à altura e de os torcedores não aceitarem apenas chegar à Liga dos Campeões.
Por fim, Michele Tossani e Carlo Pellegatti completaram a análise, destacando problemas de qualidade no elenco de ambas as equipes, a falta de líderes técnicos e a dificuldade de evolução do projeto. Tossani sublinhou a necessidade de rever a gestão, enquanto Pellegatti alertou que o Milan não apresenta progressos concretos, apesar das mudanças na formação e das decisões de movimentação do meio-campo. Em resumo, a discussão destacou que tanto a Juventus como o Milan estão numa fase de crise, com problemas de elenco, estratégia e gestão que devem ser resolvidos para voltarem a ser competitivos.
