O guarda-redes belga Thibaut Courtois voltou a ser protagonista na vitória do Real Madrid sobre a Roma, por 4-3, não só pelas três defesas decisivas, mas também pelo papel que desempenhou na construção do jogo. Na partida disputada no Estádio Olímpico de Roma, Courtois realizou 55 passes, número que o coloca como o segundo jogador da equipe neste quesito, superado apenas pelo meio-campista Konaté com 56.
O desempenho de Courtois vai além do típico trabalho de goleiro. Ao defender a área, evitou que a seleção italiana marcasse mais gols, ao mesmo tempo em que sua capacidade de distribuição de bola demonstrava a necessidade de maior envolvimento do meio-campo na estratégia do Real. Os jogadores da zona do meio-campo, como Valverde (31 passes), Tchouaméni (39) e Bellingham (44), ficaram muito atrás da figura de Courtois, o que indica que o Real Madrid optou por um estilo de jogo direto e com menos intervenção do meio-campo.
Arda Güler, que jogou apenas meia hora, realizou 27 passes, incluindo os três cruzamentos que geraram os golos da equipa branca. Este dado evidencia a dependência do Real da criatividade do goleiro para gerar oportunidades de gol, algo que não havia sido visto em sua forma habitual de jogar.
A partida mostrou que a “casa de máquinas” do Real Madrid não funcionou como esperado, e que o goleiro teve que compensar com visão e precisão nos passes. Apesar da derrota da Roma, o Real Madrid conseguiu a vitória graças à atuação de Courtois, que se revelou um salvador e um craque.
Com este resultado, o Real Madrid mantém a sua posição na tabela da Liga dos Campeões, enquanto a Roma continua a lutar para se consolidar na fase de grupos. O próximo desafio do Real será continuar a afinar a coesão do meio-campo, enquanto Courtois continuará a ser um elemento-chave tanto na defesa como na geração de jogo.
