A enfática vitória do Chelsea por 5 a 1 sobre o Bournemouth, no sábado, sugeriu que o hiato internacional de três semanas da Premier League funcionou a favor dos Blues. O resultado veio após um período de incerteza para o novo técnico Xabi Alonso, que estava mexendo em um sistema de três defesas e lutou para impedir o time de sofrer 12 gols, o recorde da liga, antes do intervalo. A derrota por 3‑0 em Brentford destacou a necessidade de mudança, o que levou Alonso a apertar a defesa, alterar a forma de pressão e ajustar a preparação para o jogo da segunda mão.

A chave para a reviravolta foi o regresso do médio equatoriano Moises Caicedo, que estava afastado dos relvados devido a uma lesão nos gémeos. Depois de apenas 14 minutos como reserva contra o Brighton, Caicedo voltou ao time no sábado e influenciou imediatamente a posse e a recuperação de bola. Alonso elogiou a recuperação, dizendo que a presença de Caicedo “fez tudo parecer mais no lugar” e que o jogador foi “muito importante” para o equilíbrio da equipe. João Pedro, que marcou dois gols, expressou a opinião de que o intervalo permitiu à equipe “consertar os erros” da derrota em Brentford.

Outros jogadores que retornaram foram João Pedro, Marco Palestra e Emmanuel Emegha, todos nomeados no banco. O atacante Cole Palmer, que havia desistido da seleção inglesa, estava apto para jogar os noventa minutos completos e parecia revigorado depois de passar parte do intervalo de férias enquanto seguia um programa particular de reabilitação. Palmer também assinou um contrato melhorado e estendido após seu retorno, acrescentando estabilidade à linha de ataque.

Alonso admitiu que a duração do intervalo pareceu “muito longa”, mas enfatizou que a equipe usou o tempo de forma produtiva. Ele falou sobre o extenso “trabalho de escritório” envolvendo análise tática e preparação para os próximos adversários, bem como trabalho com jogadores individuais na recuperação e preparação física. A partida também contou com uma nova rotina de cobrança de falta idealizada pelo técnico de bola parada Austin MacPhee, que viu Palmer se preparar para um chute antes de Jordan Henderson enrolar a bola no canto superior para o quinto gol do Chelsea.

Com apenas dez jogadores ausentes em missões internacionais, o Chelsea beneficiou de um plantel relativamente completo em comparação com rivais como o Manchester City e o Arsenal, que tiveram 18 e 17 jogadores ausentes, respetivamente. Embora os Blues ainda enfrentassem problemas com lesões - principalmente a lesão no tornozelo do ala Jamie Gittens - o impacto geral do intervalo prolongado parecia ter dado a Alonso o espaço para respirar necessário para refinar sua abordagem e garantir uma vitória convincente no decorrer da temporada.

BBC SportEste artigo foi reescrito e localizado pelo ScoreLens a partir do relatório original.
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