O Venezia decidiu demitir o técnico Giovanni Stroppa depois de uma temporada na Série A que deixou o time na parte inferior da tabela, com zero pontos. A decisão surge num momento de grande frustração, já que as primeiras seis jornadas do campeonato viram os jogadores da lagoa sem resultados positivos. O clube, que almejava um projeto ambicioso, não conseguiu traduzir o investimento em campo em pontos no placar.
O clube laranja-verde gastou uns bons 45 milhões de euros no mercado de transferências do verão de 2026 para reforçar o plantel, valor que supera em muito as receitas geradas na época anterior, que rondaram os 30 milhões. O dinheiro foi destinado a vários cargos, sendo a transferência mais cara a do meio-campista Akor Adams, do Sevilla, no valor de 16 milhões de euros. Outras contratações incluem Albion Rrahmani do Sparta Praga (7,5 milhões), Armel Bella‑Kotchap do Hellas Verona (7 milhões), Redouane Halhal do Mechelen (5 milhões) e Kornel Lisman do Lech Poznan (2,5 milhões). Jogadores emprestados e gratuitos como Pasquale Mazzocchi do Napoli, Matias Moreno da Fiorentina e outros também foram adicionados para completar o elenco.
Apesar do investimento, o resultado em campo foi decepcionante. Akor Adams, o jogador mais caro, marcou apenas um gol em quase 500 minutos de jogo, enquanto o time no geral não conseguiu somar nenhum ponto nos jogos de abertura. A direção técnica tentou criar um projeto de jogo ambicioso, mas as dificuldades resultaram em uma série de derrotas e, consequentemente, na última posição do ranking.
Com a demissão de Stroppa, o clube se prepara para uma nova fase de busca por um novo treinador. A direção esportiva terá que avaliar as opções disponíveis para colocar o time de volta nos trilhos, tentando aproveitar ao máximo os recursos financeiros e as recentes aquisições. Enquanto isso, os torcedores aguardam uma virada que possa trazer o Venezia de volta ao meio da tabela e, principalmente, evitar o risco de rebaixamento.
