O Real Madrid voltou a triunfar na fase de grupos da Liga dos Campeões, mas a atuação do novo extremo marfinense Diomande deixou torcedores e comissão técnica com dúvidas sobre seu real impacto no time. Apesar de ter sido titular no 3-4 frente à Roma, o jogador não conseguiu ser o factor decisivo que se esperava após a sua contratação neste verão.
Diomande começou a partida pela direita, mas após a saída de Vinicius, ele avançou para a esquerda para tentar criar oportunidades. Durante a partida mostrou grande atividade ofensiva: fez oito dribles, dos quais completou seis, e lançou quatro cruzamentos, tornando-se o segundo jogador com mais remates desse tipo, apenas superado por Arda Güler. Além disso, destacou-se pela versatilidade defensiva, sendo o único extremo que descia para ajudar na zona defensiva quando a situação exigia.
Apesar destas estatísticas, o treinador José Mourinho decidiu retirá-lo de campo e substituí-lo por Espí num momento crítico da partida. A mudança refletiu a falta de um momento decisivo por parte de Diomande, que, embora estivesse presente na criação das jogadas, não conseguiu fazer um gol ou um passe chave que mudasse o rumo do jogo. O Real Madrid, que contratou Diomande com a intenção de que ele fosse o “jogador decisivo na ala”, não viu essa qualidade na prática.
O clube madrileno, que procurava reforçar o seu ataque com um jogador capaz de gerar oportunidades pelas alas, tem agora a tarefa de avaliar se Diomande consegue adaptar-se às exigências da equipa. Seu desempenho no primeiro jogo da temporada não correspondeu às expectativas, e o treinador terá que decidir se lhe dá mais oportunidades ou busca alternativas para cobrir a falta de impacto ofensivo que dele se esperava.
Com o resto da fase de grupos ainda por disputar, o Real Madrid terá que ter um ataque mais sólido e coerente. Diomande terá que mostrar nos próximos jogos que pode ser o jogador que o clube precisa, ou o clube terá que pensar em ajustes no seu elenco para garantir a competitividade na Liga dos Campeões.
