A videoarbitragem foi um elemento decisivo na temporada 2018-2019 e, até à data, invalidou 42 golos que o Real Madrid teria marcado regularmente. De acordo com dados publicados pela MisterChip em
O primeiro caso da lista ocorreu na partida entre Real Madrid e Villarreal. No segundo tempo, Vinicius Junior marcou um gol que, na ocasião, o árbitro de campo, Isidro Díaz de Mera, marcou sem levantar a mão. No entanto, o árbitro do VAR, Alejandro Muñiz, detectou uma falta anterior, quando o atacante agarrou Nathan Saliba pelos cabelos. Após a revisão, o gol foi desclassificado e o placar não foi o 2‑0 que o Real buscava. Este episódio ilustra como o VAR corrigiu decisões que, se não fossem revistas, teriam alterado o resultado das partidas.
Desde a introdução do VAR, a arbitragem no ecrã teve de anular os golos inicialmente atribuídos ao Real Madrid em 42 ocasiões. Se a média for calculada, são quase cinco gols por temporada que, sem arbitragem por vídeo, teriam sido válidos. Em contrapartida, as equipas que mais vezes tiveram os seus golos anulados são Atlético e Villarreal com 22 cada, e um trio de clubes (Celta, Real Sociedad e Sevilla) com 20. O FC Barcelona ocupa a sétima posição com 19 golos desclassificados, 23 a mais que o Real Madrid.
Num cenário hipotético em que o futebol espanhol tivesse continuado sem VAR entre 2018 e 2026, o Real Madrid teria marcado em média 4,6 golos ilegais por temporada, enquanto o Barça teria recebido 2,1. Atlético e Villarreal teriam 2,4 gols anulados cada, e Celta, Real Sociedad e Sevilla 2,2. Estes números sublinham o impacto significativo que o VAR tem tido na dinâmica dos jogos e na contabilização dos golos das equipas.
O próximo passo será ver como o VAR continuará a influenciar a competição na próxima temporada. Com a tecnologia de videoarbitragem estabelecida, os árbitros e as equipas terão de se adaptar à nova realidade onde cada jogada está sujeita a revisão, o que, segundo os dados, pode alterar o resultado dos jogos e, em última análise, a classificação da liga.
